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PALAVRAS... PALAVRAS...


Amor de Mãe

 

 

Amor de mãe é sagrado. Tanto que quando a gente fica sabendo de mães que abandonaram os filhos, ou que lhes negam atenção e carinho, nossa reação é de tristeza. Como é que a mãe pode esquecer seu filho? O profeta bíblico Isaías um dia disse que, se por ventura uma mãe esquecer-se do filho, Deus jamais esquecerá, pois cada um de nós tem seu nome gravado no coração de Deus. Antes que nascêssemos, Deus já havia escolhido para nós um caminho, uma missão, uma vocação.

Por isso nós católicos amamos tanto nossa mãe Maria. Nela se espelha o próprio amor de Deus por nós. Sendo a mãe do Amor-encarnado, Jesus Cristo, Maria recebeu das mãos do Filho pendente na cruz, a missão de ser a mãe de toda a humanidade, e por isso, a ela recorremos nas necessidades da vida, pois sabemos que o amor dela por nós é imenso, já que foi o próprio Senhor que no-la deu por intercessora e medianeira das graças. Amor de mãe é mesmo sagrado, e muito mais sagrado é o amor que Nossa Senhora tem pelos seus filhos.

Mãe amorosa, rogai por nós! 



Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 17h34
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Release do meu PRIMEIRO LIVRO

 

Missionário Redentorista lança livro direcionado à juventude e família

 

‘Pra curtir e compartilhar’ reflete os desafios de ser jovem no século XXI

 A realidade vivida pela juventude diante da velocidade do mundo contemporâneo provoca pais, sociedade e a própria juventude.

O ano da juventude no Brasil, em tempos em que ser jovem em sua plenitude é uma intensa busca,

fazem-se necessárias reflexões a cerca da construção da personalidade, bem como a definição do lugar no mundo para o jovem.

Neste cenário nasce o livro “Para Curtir e Compartilhar: reflexões para jovens”, do Missionário Redentorista padre Evaldo César (Editora Santuário).

O livro aborda 15 temas de relevância fundamental para a vida dos jovens na aurora do século XXI. Escrito a partir de uma espiritualidade Cristã, não pretende ser um livro religioso, mas um grande provocador de perguntas e ideias que promovam a busca de uma vida mais plena e feliz para os jovens.

Alguns temas como violência, emprego, saúde, família, amigos são abordados de modo simples,

direto e sempre iluminados pela experiência de um padre jovem que experimenta ele mesmo as dificuldades e desafios de construir uma personalidade equilibrada e coerente

num mundo de muitos apelos consumistas e hedonistas.

A leitura desse livro certamente provocará jovens e seus pais a buscarem novas formas de relacionamento entre si,

com o mundo e com Deus. O livro foi escrito a partir de temas escolhidos pelos próprios jovens, por meio das redes sociais.

“Este é um livro escrito para jovens que tem fé. Não qualquer fé, mas para jovens que tem fé em Jesus Cristo! É bom dizer isso logo no início para não corrermos o risco de surpreender leitores distraídos. Entretanto, pode ser que você não seja lá um grande exemplo de pessoa confiante em Deus, mas se este livro parou em suas mãos é porque Deus tem seus propósitos. Então, ainda que você ainda não conheça profundamente quem é Jesus, quero convidá-lo a deixar-se envolver pelas páginas que se seguem. Este livro poderá se útil, tantos para uns quantos para outros, e o que está aqui escrito pode transformar a sua vida para melhor, ou no mínimo, dar a ela um pouco mais de sabor e de sentido. As páginas do livro serão redentoras se de sua parte houver permissão para deixar Deus falar contigo e o orientar”, explica padre Evaldo.

Informações 0800 16 00 04 ou www.editorasantuario.com.br.

 

 



Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 15h24
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Quem és tu Papa Francisco?

Recebi um texto em espanhol, traduzi e editei com liberdade! MAs partilho com vocês, porque gostei!
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Quem é tu, Papa Francisco? Porque me surpreendeu tanto ver-te? Porque há tanta expectativa ao teu redor? O que vais fazer? 

Todas as manhãs, quando acordo, rezo um Pai-Nosso e uma Ave-Maria. Gosto dessas orações pela sua simplicidade e universalidade. Qualquer um pode rezá-las. Por isso, te vendo aqui de casa, senti algo estranho e bom, quando escolhestes rezar exatamente o que milhões de católicos rezam todo dia. Gostei porque me fizeste orar, mas do que gritar o seu nome. Surpreendi-me quando nos pediste para rezar por ti, antes que rezasse por todos. Senti-me encantado quando o vim sair na sacada sem tantos adornos, simples, sem gestos de celebridade, com um aceno de amigo. E o sorriso? Um sorriso escondido em 76 anos de trabalho! E eu, jovem, o quando ainda tenho que trabalhar... e sorrir! 

Bem-vindo Francisco, bem-vindo a uma Igreja em crise, crise que a acompanha desde seu nascimento e a acompanhará até o fim dos tempos. Bem-vindo ao meio de gente que te apoiará e de outros tantos que te atacarão. Bem-vindo ao meio de gente que te julgará e de outros que te respeitarão como pastor. Bem-vindo ao trabalho de ser timoneiro da barca de Pedro, condutor da Igreja em águas agitadas. E não perca jamais o olhar suplicante do homem que sabe, que quem conduz a barca, em última instância, é Cristo Jesus! (tradução, edição e adaptação livre de Padre Evaldo César do original oehd.wordpress.com).



Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 14h59
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Congregação Redentorista - 280 anos de história

 

Olá seguidores de Jesus, hoje minha família religiosa, a COngregação do Santíssimo Redentor, completa 280 anos. Recebi etse texto de um confrade, padre Luiz Carlos de Oliveira, e achei interessante publicá-lo aqui. Mostra um pouco de nossa história! Leiam e aprendam um pouco sobre como vive e pensa um redentorista!

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É gostoso falar do pai da gente. Mas quando este pai, mesmo sendo já “idoso” continua vivo e presente no meio da família é melhor ainda. Numa congregação religiosa, o fundador é um pai que continua vivo entre seus “filhos” através da instituição, dos ensinamentos de vida que deixou e através de sua orientação. Santo Afonso é um destes homens que, quanto mais passa o tempo, mais ele se torna vivo. Gostaria de compartilhar com vocês a alegria de pertencer a uma congregação que tem um fundador tão vivo entre nós.

Deus, quando quer fazer-se mais amado e conhecido, desperta entre nós pessoas que, com sua contribuição e esforço pessoal, trazem uma leitura mais clara da Palavra e Vida de Deus no mundo. Assim foi Afonso. Ele despertou sentimentos adormecidos e estimulou a uma vida mais coerente com o amor de Deus. Afonso ensinava o que vivia. E vivia o que ensinava. Ele foi um homem de muitos dons e de muito esforço pessoal para aproveitar os dons que tinha.

Nasce em Nápoles em 1696 em uma família nobre, embora não fosse muito rica. Foi formado no que havia de melhor e preparado para ser um nobre na sociedade napolitana. Aos 12 anos inicia os estudos de advocacia. Aos 16 era já advogado. No auge da glória de sua carreira, perde uma causa internacional, por corrupção da justiça. Abandona tudo e se faz sacerdote. Em 1732, depois de conhecer diversas situações da pobreza  do povo, vai para Scala, interior, para se dedicar ao povo abandonado do campo. Funda uma congregação missionária. Durante 30 anos prega missões. À experiência das missões acrescenta o apostolado da pena. Escreve espiritualidade, teologia moral e entra em todos os assuntos do tempo. É musico. Deixa canções que até hoje são cantadas. É pintor, arquiteto e confessor. Foi nomeado bispo e morre aos 91 anos.

Afonso tem uma importância muito grande para o povo. Abriu as portas da santidade a todos. Todos podem ser santos. E a santidade faz-se no amor a Cristo e na dedicação à obra missionária popular. Afonso sente-se tomado pelo amor de Deus. Percebe este amor nos mistérios de Cristo onde se manifesta a abundante redenção.

Afonso sabe abrir os tesouros do amor de Deus através da vida de Jesus em seus mistérios de Presépio, Cruz e Eucaristia. Neles percebe a grandeza do amor de Deus por nós. Assim, contemplando estes mistérios, correspondemos com amor a todo o amor que Deus nos dedicou em Cristo.  Tudo isso e muito mais, nas suas 128 obras que têm 20.000 edições em 70 línguas, ensinou o povo a buscar a Deus com liberdade e sem medo. Deus é amor. E só se conhece a Deus amando.

 

Em seu caminho de crescimento em Deus, Afonso vai sempre em direção aos mais abandonados. Descobriu Cristo como a única verdade. Seu sacerdócio foi para servir o povo na pregação e na confissão. Passa a atender o povo pobre das cidades. Não satisfeito, passa a viver no meio do povo do campo para servi-lo e conduzi-lo a Deus. Tudo o que fez, fez sob o olhar de Maria que tanto amava e tanto ensinou a amar. O devoto de Maria não se perde. Quem reza se salva era sua verdade.  

 



Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 14h45
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A igreja somos nós – 17

Padre Evaldo César de Souza

Igreja: sacramento do Reino - 02

O primeiro objetivo da Igreja é ser o sacramento da íntima união dos homens com Deus. E porque a comunhão entre os homens está enraizada na união com Deus, a Igreja é sinal e instrumento da unidade do gênero humano. A Igreja é o projeto visível do amor de Deus pela humanidade.

A Igreja é sacramento universal da salvação, isto é, sinal e instrumento da comunhão com Deus e dos homens entre si. É sinal visível da realidade escondida da salvação. A Igreja contém e comunica a graça invisível que ela significa. Assim, os setes sacramentos são sinais e instrumentos pelos quais o Espírito Santo difunde a graça de Cristo, que é a Cabeça, na Igreja, que é seu Corpo.

A Igreja é invisível pelo que respeita ao seu Chefe Divino e à sua vida espiritual; mas é visível em relação àqueles que a formam. Os dois aspectos, se os relacionarmos, não se harmonizam sempre de um modo exato. Alguém pode pertencer à Igreja visível, sem que por esse fato pertença à Igreja invisível. Pode ser membro da sociedade exterior, sem que isso signifique que esteja espiritualmente unido a Cristo.

Importa observar que nunca se empregou o termo "igreja" no Novo Testamento para significar um edifício, mas sempre em relação com o povo crente em Jesus. É, também, muito importante ter em vista a idéia da igreja universal como primitivamente espiritual, sendo mais um organismo do que uma organização. Como temos dito aqui, a igreja de Jesus Cristo somos nós.

 

Você sabia?

O Senhor Jesus instituiu sua única Igreja Católica para continuar a redenção e reconciliação dos homens até o fim do mundo. Deu a seus Apóstolos autoridade para pregar o Evangelho, santificar e coordenar a ação da igreja. Todos os homens são chamados a ser o Povo de Deus. A Igreja Católica é também o Corpo Místico de Cristo, porque, como em um corpo humano, Cristo é a Cabeça, os batizados somos os membros deste corpo e o Espírito Santo nos une com sua graça e nos santifica. Por isto a Igreja é também Templo do Espírito Santo. Nossa profissão de fé afirma que a Igreja é una, santa, católica e apostólica. 



Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 15h55
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A IGREJA SOMOS NÓS - 16

Igreja: sacramento do Reino de Deus - parte 01

Padre Evaldo César de Souza

Quando falamos da nossa Igreja vem a nossa cabeça a lembranças das igrejas e capelas que conhecemos. Pensamos no papa, no dia de nosso casamento, no batismo de nossos filhos e nas festas dos padroeiros. Também não é difícil nos recordar deste ou daquele padre que um dia cruzou nosso caminho. O que vem à nossa cabeça são os aspectos visíveis da igreja. Mas o que dizer do mistério que envolve a vida da Igreja? Onde fica a ação do Espírito Santo na condução do Corpo Místico de Cristo?

A palavra “mistério”, para descrever a Igreja, oferece uma visão de equilíbrio entre o aspecto visível e invisível desta realidade. A redescoberta da Igreja como mistério é uma novidade profundamente tradicional, que se baseia no seu ser, como continuação do mistério de Cristo na história da salvação: é um regresso às origens e abertura às promessas, num equilíbrio entre fidelidade à tradição e abertura à questões novas, entre o conservar e  o renovar.

A Igreja está na história, mas, ao mesmo tempo, está acima da história. É somente com a visão da fé que podemos enxergar esta dupla realidade da Igreja, visível e invisível. O visível e o invisível na Igreja constituem uma única realidade complexa, na qual se fundem o elemento divino e o humano. A Igreja é humana, mas, ao mesmo tempo, divina. Está presente no mundo, no entanto, é peregrina nesta terra.

A igreja é uma assembléia visível e, também, uma comunidade espiritual, é terrestre, mas enriquecida de bens celestes. Tudo nela tem por finalidade a comunhão dos homens com Deus pela caridade. Por isso, como ensina o Catecismo da Igreja Católica, sua estrutura se ordena integralmente à santidade dos membros do Corpo Místico de Cristo.

Você Sabia?


A palavra "catecismo" origina-se do termo grego ‘katecheo’ que significa informar, instruir e ensinar. O Catecismo da Igreja Católica é uma exposição da fé católica e da doutrina da Igreja Católica, fiel e iluminado pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja. Trata-se de um texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica, com o qual pode-se conhecer o que a Igreja professa e celebra, vive e reza em seu cotidiano. Ele foi organizado de maneira a expor em linguagem contemporânea os elementos fundamentais e essenciais da fé cristã. O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica é um resumo do Catecismo da Igreja Católica, sob a forma de perguntas e respostas, publicado pela Igreja Católica em 2005.



Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 15h28
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Editorial - Seguro Garantido (10/09/2012)

Após dias de feriado prolongado é comum a gente ver nos jornais reportagens que nos oferecem os números dos acidentes nas estradas, muitos deles com vítimas fatais. Quadros comparativos relacionam os dados atuais com períodos anteriores e quase sempre, a reportagem termina falando da imprudência dos condutores e da má qualidade da conservação de nossas rodovias. Assim é todo final de feriado!

O que pouco se informa é que há, no Brasil, a possibilidade de acesso ao seguro obrigatório em caso de acidentes, seja ele com vítimas ou sem elas. Todo condutor, quando está corretamente dentro da lei, paga o chamado DPVAT – ou seguro por Danos pessoais causados por veiculos automotores de via terrestre. O resgate desse dinheiro pode ser feito por qualquer envolvido no acidente, seja o pedestre, o passageiro ou condutor. Ainda que não chegue a ser um valor vultuoso, o DPVAT serve de amparo para muitas famílias nessa hora de fragilidade.

Mas a falta de informação, somada ao receio da burocracia demasiada, faz com que menos de 15 por cento dos motoristas e pedestres envolvidos em acidentes recorram ao seguro obrigatório. Assim, reembolsos que ajudariam no tratamento hospitalar, ou mesmo o seguro que a família pode receber em caso de vítimas fatais, acaba indo parar nos cofres públicos e sabe lá servindo a que interesses.

O que se postula é a tomada de consciência do seu direito ao seguro obrigatório. Ainda que o momento de acidentes seja cercado de fragilidades e sofrimentos, acionar as instâncias corretas garantirá a você ao menos um alento concreto, que na prática pode ajudar de alguma forma. Manter a documentação do veículo em dia e ser prudente no trânsito garante nossa maior comodidade e segurança, mas em caso de sinistros, não seja lento em exigir seus direitos. Afinal, nossos deveres já nos são lembrados a toda hora.



Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 15h16
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A Igreja somos nós - 15

 

Padre Evaldo César de Souza

Imagens da Igreja – resumo

Nos últimos dias falamos das imagens que usamos para falar da Igreja. Hoje queremos finalizar este assunto com um pequeno resumo.

A primeira imagem da Igreja, nós a tiramos do evangelista João. A Igreja é o redil, o curral, onde Cristo reúne suas ovelhas e de onde ele as leva para pastar. O sonho de Jesus é que haja um só rebanho é um só pastor.

Jesus é o único Pastor do Pai, mas ele quis ser auxiliado por outros pastores. Assim, durante seu ministério, ele mesmo escolheu aqueles que pudessem continuar sua missão. Nós, homens e mulheres, escolhidos para perpetuar a missão de Cristo, formamos este Corpo Vivo que é a Igreja. Todo o trabalho que a Igreja realiza em favor do povo de Deus recebe o nome de Pastoral.

Você já viu uma plantação verdinha, viçosa, pronta para a colheita? Imagine que a Igreja é também parecida com uma plantação. Somos cultivados por Deus. O grande agricultor do Pai é Jesus Cristo e a fertilidade do solo é a nossa resposta a este amor. O Espírito Santo nos rega continuamente com seus dons.

Finalmente temos a imagem da Igreja como o corpo místico de Cristo. Esta comparação da Igreja com o Corpo foi elaborada por São Paulo. Ele nos diz que Cristo é a cabeça da Igreja e nós somos os membros deste corpo. A cabeça guia e esclarece a Igreja. Os membros do corpo, cada um na sua diversidade, estão prontos para fazer a realizar os comandos da cabeça. A unidade do corpo nasce da centralidade da cabeça.

Enfim, a Igreja é a grande família de Deus. Não estamos unidos apenas por questões administrativas ou burocráticas, mas os laços que nos unem em comunidade são laços de afetividade, carinho e fraternidade.

Você sabia?

O ano de 2012 foi proclamado como o ano da fé pelo Papa Bento XVI. A abertura do ano da fé será no dia 11 de outubro, dentro da inspiração da CArta Apostólica "Porta Fidei" (Porta da Fé).Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. Já o Servo de Deus Papa Paulo VI, em 1967, proclamou um ano semelhante, para celebrar o 19º centenário do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo.

 



Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 15h07
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a Igreja somos nós - 14

PAdre Evaldo César de Souza

Igreja: Família de Deus (parte 02)

Muitos são os modos de referirmos a Igreja de Jesus. Uma delas é o símbolo da família.

O termo “Igreja” não era desconhecido dos judeus, porém eles utilizavam mais o termo congregação, principalmente quando se referia ao povo escolhido de Deus (Sl 82,1; Nm 27,14-17). A Igreja significava a associação de pessoas, aqueles chamados e congregados para um propósito. 

No original grego, a palavra "edificarei", proferida por Jesus quer dizer fundar uma família, uma sociedade unida, um povo. Isto é, uma casa, uma família espiritual. A diferença em relação às congregações dos judeus é que a Igreja deixaria de ser apenas um grupo organizado de pessoas, mas passaria ser uma família - a Família de Cristo.

O seu povo seria escolhido por Ele mesmo, chamado por Seu nome e autoridade, do qual Ele seria o Cabeça, representante e responsável direto. O escritor da carta aos Hebreus nos diz: “A casa de Cristo somos nós, se conservamos a firmeza da esperança”(Hb 3,4). 

No Velho Testamento a Igreja era identificada com a Nação de Israel. Ali estava o povo de Deus congregado. A identificação do povo de Deus era essencialmente espiritual e não racial. Os israelitas eram o Povo de Deus, mas qualquer um, de qualquer nação, poderia pela fé no Deus de Israel e observância nas Suas leis, agregar-se àquela comunidade e identificar-se como Servo de Deus. Há muitas referências sobre a recepção de estrangeiros. Temos o exemplo da mulher de Moisés, que era da Etiópia. Rute, também, é o exemplo da moabita estrangeira, que se identificou com o povo de Israel. A Nação de Israel passou a abranger uma multidão de povos, nações, tribos e línguas.

Porém Israel envaideceu-se, julgando-se o único povo escolhido de Deus. A vinda de Jesus quebrou o muro que Israel havia levantado com os outros povos. A partir daquele momento a Igreja passaria a não ficar mais atrelada à Nação de Israel. A Igreja passou a ter vida própria, o Consolador - o Espírito Santo substituiria a presença física de Jesus no meio dos fiéis. E foi no dia de Pentecostes que o Espírito Santo constitui a Igreja.

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Você sabia?

As sinagogas judaicas são muito mais do que locais de oração. Na verdade uma sinagoga é de fato um local de educação completa para o povo Judeu, pois ali se encontram recursos e pessoas que transmitem não somente e fé judaica, mas a cultura e os valores judeus. Podemos dizer que as sinagogas eram uma mistura de escola com ambiente de oração e de encontro da comunidade judaica.




Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 14h55
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Editorial Jornal Brasil Hoje - RCR - 29/06/2012

Educação vem do berço! 

Um bilhete escrito à mão, com erros de português inclusive, saiu das mãos de uma professora de uma escola da cidade de Sumaré, interior de São Paulo, para as mãos dos pais de um aluno de 12 anos, que a julgar pelo conteúdo do bilhete, não tem sido lá um aluno exemplar na sala de aula! No bilhete uma professora, cujo nome não foi divulgado pela imprensa, sugere que os pais devam ser mais duros na educação do filho, e já que a conversa amigável não tem surtido efeito, que eles apliquem punições mais severas, com umas cintadas e varadas. Os pais se ofenderam!

Nem é preciso dizer que o bilhete, que os pais entregaram à imprensa, causou rebuliço imediato e reabriu as discussões sobre que tipo de punição ou pena deva ser aplicada aos alunos que têm sido causa de transtornos dentro da sala de aula.

A questão aqui é uma só: que tipo de formação familiar às novas gerações tem recebido e como chegam às escolas? Quais valores tem permeado um sistema educacional global, em cuja base está o ambiente familiar antes mesmo do ambiente escolar? Cabe aos pais introduzir sistemas de punição um pouco mais rígidos, ao invés de entregar à escola crianças completamente mal-educadas?

No bilhete da professora, acusada de modo inexorável pela imprensa, está estampado o desespero de quem já não sabe mais o que fazer para conter os exageros comportamentais de seus alunos. Talvez antes de sacrificá-la, devêssemos fazer um sério exame de nosso sistema educacional e perceber que, sem apoio das partes, família e escola, será quase impossível resgatar a dignidade do ensino público brasileiro.

Sugiro que, antes de dar umas cintadas na criança ou julgar o desespero da educadora, ambas possíveis vítimas de sistema corrompido, que nós decidamos pensar seriamente se está certo e se é justo impor às escolas a educação de base. A criança apresenta mau comportamento na escola, a professora sugere aos pais que prestem atenção e o corrijam e os pais se ofendem? Será que caiu em desuso a máxima de que a educação vem do berço?

 



Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 11h01
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A Igreja somos nós - 13

 

Padre Evaldo César de Souza

Igreja: Família de Deus – parte 01

Há alguns dias estamos falando de alguns símbolos que representam a Igreja. Hoje queremos falar da Igreja como “Família de Deus”. A palavra família parece estar um pouco desgastada nos nossos dias. Nem sempre preocupamos em zelar pelo bem desta célula vital da sociedade. Entretanto eu o convido a pensar sobre a família e a perceber a importância que ela tem para o desenvolvimento dos seres humanos em sociedade. Mesmo diante dos problemas que afligem a vida familiar, é inegável que a família é uma peça importante na condução da vida humana.

Para nós, cristão, a família assume uma característica divina: Deus quis que Jesus nascesse numa família e fosse educado num lar como qualquer outro, onde havia trabalho, harmonia, oração e certamente pequenos conflitos do dia-a-dia. Mas acima de tudo, a família de Nazaré sabia acolher e responder ao amor de Deus em todas as suas atividades. 

Quando deixou sua casa para tornar-se um missionário itinerante, Jesus não quis ficar sozinho e chamou discípulos para estar com ele. Eles formaram então a nova família de Jesus. Quando chegou a hora de enfrentar a morte, Jesus confiou a eles a tarefa de continuar seu trabalho de construção do Reino de Deus. A palavra de Deus nos diz que Jesus, dirigindo a Pedro, lhe disse: "Eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18).

Jesus sonhava com pessoas que formassem um Corpo vivo de evangelização e de luta pela justiça. A Igreja, fundada sobre a memória de Jesus, tornou-se a grande família daqueles que querem perpetuar o sonho do Cristo. A verdadeira Igreja não se constitui apenas de bonitos templos. A verdadeira Igreja do Senhor Jesus é muito mais que isso. É um organismo VIVO! Representa um Corpo, uma Família, um Rebanho.

Somos a grande família de Deus e formamos a sua Igreja. No começo da Igreja, os cristãos chamavam-se mutuamente de irmãos e irmãs e criavam laços que eram ainda mais fortes do que os laços da família de sangue. Que tal recuperar a sensação de que nossa comunidade cristã é uma verdadeira família e buscar conhecer melhor aqueles que rezam conosco nas nossas assembleias?


 

Você sabia?

O termo grego “católico” significa “universal” e é usado para designar a Igreja fundada por Jesus desde o século I da era cristã.  Registros escritos da utilização do termo constam nas cartas de Inácio, Bispo de Antioquia, discípulo do apóstolo João, que provavelmente foi ordenado pelo próprio Pedro. Com esse termo, a Igreja se entendia aberta a todos os que proclamassem a fé no Cristo e quisessem aderir a comunidade eclesial.

 



Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 10h58
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Editorial Jornal Brasil Hoje RCR - 25/06/2012

Educação para a sustentabilidade

Padre Evaldo César de Souza, CSSR

Terminou a Conferência Rio +20. Infelizmente, mesmo com a presença de chefes de estados de quase todos os cantos do mundo, não vieram ao Rio representantes de alguns dos países mais ricos, como os Estados Unidos, e o resultado prático da conferência parece ser mínimo ou quase irrelevante. Alias, os países mais ricos, consomem mais e prejudicam mais o planeta… talvez não queiram vestir a carapuça do descaso com a natureza.

Penso até que documentos oficiais sobre o futuro do planeta sirvam de orientação política e econômica para que governantes exijam de quem mais estraga que também pague uma conta maior. Mas há outra coisa que penso com mais interesse…

Sou daqueles que acredita que somente um processo sério e sistemático de educação das novas gerações pode ser fator real de transformação do modo com que estamos lidando com os recursos do planeta. Um processo de educação para o consumo consciente, para o valor do reciclável, para o cuidado com a economia de água e energia… pode parecer utópico demais, afinal nosso processo educativo tende a ser justamente adepto do contrário: somos criados para consumir desmedidamente.

Mais há exemplos concretos de países que implantaram a chamada Educação para o Desenvolvimento Sustentável e que colhem frutos de suas iniciativas educativas: a Suécia, por exemplo, já tem este item como obrigatório nas escolas; Japão e China já treinam professores e implantam o modelo de educação verde para o futuro entre seus alunos. E para que não fiquemos apenas em países ricos ou emergentes, constemos aqui que a Jamaica também já implantou métodos de educação para um futuro sustentável e socialmente inclusivo.

Reafirmo o que penso: acordos políticos internacionais, metas de redução na emissão de gases, políticas de consumo consciente e outros planos globais pela saúde do planeta correm o risco de virar letra morta se não houver a construção de uma geração que quer um planeta vivo. A hora é de plantar o futuro, senão ele nunca conseguirá brotar!



Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 14h36
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A Igreja somos nós – 12

 

Padre Evaldo César de Souza 

Igreja Corpo de Cristo – 02

Estamos falando sobre a imagem da Igreja como o Corpo de Cristo. Já aprendemos que a Jesus Cristo é a Cabeça da Igreja, que é seu corpo. O corpo é formado por muitos membros, mas todos formam um só corpo. Mas vamos em frente! Temos muito o que aprender!

O corpo de Cristo precisa destes alimentos salutares que são os sacramentos. São eles que renovam a vida do corpo e criam energia para a marcha histórica da Igreja. Por isso, pela ação sacramental de Deus, a Igreja é sempre a mesma e muda constantemente. No latim dizemos que a Igreja é “semper reformanda”, ou seja, renova-se constantemente para ser sempre a mesma. É o mistério que a envolve!

E como numa foto: quando tiramos uma foto sabemos que está ali o nosso corpo. Mas algum tempo depois, comparando velhas e novas fotografias, notamos as diferenças que existem e aparecem com o tempo. Mas a pessoa na foto é sempre a mesma, seja ela mais velha ou mais nova, esteja com cabelos longos ou curtos. Assim é a Igreja. No mistério de Deus que a envolve ela é sempre a mesma, mas a cada fotografia histórica, ela mostra aspecto diferente.

Jesus Cristo nunca abandona seu Corpo que é a Igreja. Ao contrário, ele a acompanha e a recria continuamente. Um corpo sem vida não tem razão de ser. Por isso, Jesus vivifica pelo Espírito Santo a vida da Igreja. Poderíamos lembrar, como imagem, o trecho do livro do profeta Ezequiel, onde a ação de Deus devolve a vida aos ossos ressequidos (Ez 37, 1-14). Assim acontece entre Cristo e a Igreja. Somos envolvidos pelo amor de Deus e restaurados a cada dia, recebendo corpo e sopro da vida. A Igreja é viva por que Cristo vive nela, com ele e por ela.

Na doutrina do Corpo Místico está o mais belo princípio de convivência humana. Que cada possa dar o melhor de si. E faremos o melhor quanto mais vivermos unidos a Jesus Cristo, participantes de Seu amor.

 

Você sabia?

Que a doutrina sobre a Igreja preconiza que nós somos uma instituição humana, mas é o Espírito Santo que nos conduz pelos caminhos da História? Ainda que a Igreja exista em homens e mulheres concretos, gente de carne e osso, que acerta e erra, a Igreja, como instituição divina, sobrevive as crises do tempo e segue adiante como voz profética ao longo dos séculos. A Igreja vive a força da palavra de Jesus que afirmou que “estará conosco até o fim dos tempos” e que “as portas do inferno jamais serão capaz de eliminá-la”. 

 



Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 14h02
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Quadrilha – editorial Jornal dos Jornais - RCR - 18/06/2012

Erundina amava o PT mas o trocou em 1997 pelo PSB por causa de divergências de ordem político-administrativa. Erundina odiava Maluf e o derrotou em 1988 na disputa pela prefeitura de São Paulo, mas foi derrotada em 1996 por Celso Pitta apadrinhado por Paulo Maluf. O PT, antes de esquerda, nunca topou com Paulo Maluf e em 2000 elegeu Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo, desbancando outra vez o candidato Paulo Maluf.  Em 2004, Luiz Erundina, Marta, Maluf e Serra são inimigos de palanque no primeiro turno para eleição em São Paulo, e mesmo com aliança no segundo turno com Paulo Maluf, a petista Marta perde a eleição para o tucano José Serra.

Mas a roda da quadrilha, com seus balancês e tours, gira para direita e para esquerda, mudam-se os pares e no rodopiar da política, eis que os antigos inimigos se dão as mãos para que o jogo dos interesses possa ser enfrentado com mais categoria. Na sexta-feira, no mesmo dia em que o PP de Paulo Maluf assumiu seu apoio ao candidato Petista Fernando Haddad, a chapa anunciou Luiza Erundina, do PSB, como candidata a vice-prefeita. A roda só deixou de lado Marta Suplicy, que desejava competir ao cargo, mas que foi preterida por ordem do líder supremo do PT, o ex-presidente Lula. Ela parece estar chateada com isso!

Segundo um representante do PT, o partido, ao fechar estes acordos, dá um passo atrás e outro para frente: com Maluf ele recua, afinal inimigos históricos no mesmo palanque pode soar muito mal; com Erundina talvez seja o passo seja certo, já que a ex-prefeita, mesmo tendo deixado o partido, conservou seu discurso esquerdista. Seus ataques agora estão concentrados na democratização dos meios de comunicação de massa.

Cenas e parcerias como estas parecem escancarar ainda mais o corporativismo e a imaturidade da política brasileira, regida apenas pelos interesses de grupos e partidos pelas fatias do poder. Nós, meros mortais, ao menos tenhamos consciência de que nosso voto pode fazer a diferença na hora de compor o quadro político de nossas cidades. Está no hora de votar com a razão e não com a emoção. Caso contrário, a política irá dançar sua quadrilha nefasta para além desse mês de festas!



Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 15h55
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A Igreja somos nós – 11

 

Padre Evaldo César de Souza

Estamos falando sobre a imagem da Igreja como o Corpo de Cristo. Já aprendemos que a Jesus Cristo é a Cabeça da Igreja, que é seu corpo. O corpo é formado por muitos membros, mas todos formam um só corpo.

Todo corpo é formado por um variado número de diferentes membros. Você já parou para observar seu corpo e perceber quanta riqueza está presente nele? Basta um tropeção na perna da mesa para que a gente lembre que temos dedinho no pé. Até mesmo ele pertence ao corpo, apesar de nem o notarmos! Assim acontece com todo o corpo...cada parte, na sua singularidade, tem uma função importante para o bom funcionamento do conjunto do corpo. Entre todos os membros é certamente a cabeça o membro central. Tudo que fazemos e pensamos em fazer acontece primeiro dentro de nossa cabeça.

Assim é a Igreja de Cristo. Ele mesmo é a Cabeça deste corpo e o coordenador de todas as funções deste corpo. Esqueça-se o Cristo e o que sobra da Igreja? Como retirar o fundamento da casa sem que ele desmorone? 

Neste Corpo Místico de Cristo atua a graça abundante de Deus. O Espírito Santo é o coração vivo deste corpo, que alimenta cada membro com as mais copiosas bênçãos de Deus. A ação da graça de Deus no corpo místico da Igreja é mistério insondável. Mas nós acreditamos que os sacramentos da Igreja são momentos privilegiados da presença da graça entre nós. Entre eles, a Eucaristia é o grande sacramento da vida da Igreja, Corpo de Cristo que alimenta o corpo da Igreja.


Você Sabia?

Que há duas solenidades onde a Eucaristia é colocada de modo muito especial no coração do Povo de Deus – a celebração da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, e a Solenidade de Corpus Christi. Na primeira, a attitude é mais voltada para o interior da própria comunidade de fé, que revive a instituição da Eucaristia e do sacerdócio; na segunda, a festa pretende levar para as ruas da comunidade o sentiment de amor que temos pelo Corpo Eucarístico de Cristo Jesus.

 

 



Escrito por Padre Evaldo Souza, CSsR às 15h53
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